quarta-feira, junho 25, 2008

O fim de semana mundial das minhas pálas – parte 1


Foi implementado por decreto, após debate interno (dentro da minha cabeça - é incrível a variedade de coisas que acontecem aqui!) que os dias 21 e 22 de junho correspondem agora aos meus dias mundiais das pálas.
Talvez nem tanto pela quantidade, mas pela qualidade das pálas ocorridas nesse final de semana, resolvi estabelecer os dias para que, no ano que vem, eu já esteja preparada.
Ou, para tomar vergonha na cara e me lembrar dos ocorridos deste ano e nunca, nunca mais fazer algo parecido.
Para começar, na madruga de sexta para sábado, vou para o bar com amigas, curtir o aniversário de uma delas e admirar o vocal da banda.
O vocal da banda já havia sido agarrado por mim três vezes. Se bem que eu só agarrei mesmo na primeira. Nas outras, foi só chegar perto.
O vocal da banda, na última vez, antes de me agarrar, ficou de papo com uma minazinha de uns 15 anos. E eu fiquei com ciúmes. Devido ao elevado teor de álcool no meu sangue e à impossibilidade de formar uma frase, neste dia, eu me conformei em apenas beijá-lo e não xingá-lo. Especialmente porque, logo depois, abandonei-o para pegar um motoqueiro gatésimo e fundamental para passar o resto da noite.
Voltando ao sábado, teor alcoólico elevado, mas nem tanto, ele vem. E eu não quero papo. Ele faz um agrado, pergunta o que houve. Pra quê?
- Na outra vez que ficamos, você foi um idiota! Porque ficou conversando com uma menininha de quinze anos por horas e horas, ao invés de vir falar comigo! E você não me ligou! E eu só te encontro quando vou ao seu show! E blá... bló... blé... blá!
Ele diz pra eu ter calma. Que a menina não tinha nada a ver. E perguntou se a gente não poderia sair um outro dia. Disse que era pra eu mandar uma mensagem pra ele quando tocasse uma banda legal lá mesmo, que ele iria me encontrar.
Fiz cara de bunda. E ele me pergunta: “você não vem sempre aqui? Deve saber quando tem shows legais”.
Pála 1: “eu venho aqui quando vocês tocam aqui”.
(o demoniozinho na minha cabeça ria que se mijava da cara de descrente que o cara fez. Assim como o cara, ele também sabia que eu ia lá todo fim de semana, porque estava escrito na minha testa). A performance continuou (pala ápice):



Levantei o dedo em direção ao nariz do vocal da banda. A outra mãozinha levemente apoiada na cintura e dei-lhe:
- Cara! Eu sou uma mulher! Tenho 28 anos de idade! Você tá pensando o que? Que eu sou uma dessas minazinhas vagabundas que ficam dando para tudo que é cara de banda?
Se qualquer (qualquer um!!) amigo meu estivesse ao meu lado durante a pronúncia dessa frase, teria enfartado de tanto rir.
Na hora em que eu disse isso... dentro da minha cabeça apareceu a minha cara, rindo muito, junto do demônio, e dizendo: "é óbvio que você é uma minazinha que sai dando pra tudo que é cara de banda! E ele pode perceber que isso está escrito, mas não na sua testa: talvez na sua micro-saia de couro, no seu coturno, no cinto cheio de pregos ou outro desses acessórios característicos de groupies maria-xampus! Mas, fique firme, pois talvez ele não repare nesses... detalhes! E não ria! Senão estraga toda a sua performance!"
Virei prum lado. Virei pro outro. E não agüentei: dei uma gargalhada fenomenal!
Enfim, dei pála...

3 comentários:

Anônimo disse...

não sei por que continuo lendo vocês. acredito que vocês podem melhorar. vamos meninas, força, eu sei que podem!

A.B.C

Rê Bordosa disse...

Porra , Pan, morri de rir, esse texto foi foda! adorei!

Pandora disse...

cara, eu sei que podemos melhorar... mas a gente curte postar as merdas tb...
e eu acho que sei pq vc continua lendo isso aki... é pq é bom pra caralho... até as merdas.