segunda-feira, junho 12, 2006

Um feliz dia normal pra você!

Hoje é dia dos namorados. Mas eu não tenho namorado. Eu tenho apenas a mim mesma – e é o máximo de humanidade por onde consigo expandir meus domínios. Mas eu acho muito bom. Não quero mesmo “ter” alguém. Nem ser “tida”.

Passei um dia muito bom ontem, rolando na cama, embaixo de cobertores. Foi um dia estranho, daqueles que a gente tira para não fazer nada e acaba fazendo tudo de bom: passeando, comendo coisas gostosas, vendo filminho na cama, jogando conversa fora, falando bobagens, abraçando, beijando...

Acho que namoro deveria ser assim.

O problema é que não é. Quase nunca. As pessoas começam a se sentir donas umas das outras. Começam a querer que as outras ajam sempre de um jeito certo, façam sempre as mesmas coisas. Acham que hoje, por exemplo, a gente tem obrigação de trocar presentes. Ou de fazer alguma coisa “especial”.

É esquisito não? Depois que vira namoro, a gente tem dia certo para as coisas serem especiais...

Tem dia certo para trocar carinhos, para trocar olhares. Tem dia certo para transar, tem dia certo para passear num lugar legal.

Enfim, perde-se a espontaneidade, a efemeridade de um momento que é bom, simplesmente porque... é bom! E não porque foi programado institucionalmente para ser bom.

Por isso, gostaria de desejar a todos um feliz dia. E só. E não só hoje, mas todos os dias. Porque, em todos os dias podemos nos encontrar com pessoas especiais, que nos façam bem apenas por existir e compartilhar sua companhia num dado momento. Quero estar enamorada desses momentos... e não dessas pessoas...


... mas tenho que dizer... que tem umas pessoas que são foda de a gente não querer amarrar no pé da cama!!!! Huauhhauuhauhauhahu!!!

terça-feira, maio 30, 2006

A Saga do OB - parte I - AS NOVIDADES


Mais cedo ou mais tarde, sempre acontece. Quando somos novinhas, 11, 12 anos, hoje em dia, até 9, 8… Foi assim que, numa linda manhã de domingo, eu acordei sangrando. Fui até o banheiro, abaixei a calcinha para aquela mijadinha básica e lá estavam: três pinguinhos. E, me desculpem as mães, os pais, as avós e os psicólogos, mas, é uma bosta. Virar mocinha exige todo um novo conjunto de condições às quais eu não estava disposta no momento. A gente tem cólica, dor de cabeça, tpm, sem falar em ter que carregar, pelo menos uma vez por mês um tijolo no meio das pernas. Que é justamente o que vou discutir aqui, alvo da minha mais completa revolta de pré-adolescente.
Continuando a história, mamãe vibrou de alegria, papai também. Parecia que eu era a única incomodada com a situação. E eu não queria conversar sobre isso. Já sabia mais ou menos o que me aguardava todo mês daí pra frente. E chega a mamãe com um livrinho de educação sexual para crianças. O tal livro proibido que eu já havia lido umas oitenta vezes e sabia de cor, de trás pra frente. Meu interesse particular pelo livro era uma página em que aparecia as “fases do desenvolvimento masculino” e que me ajudaram bastante a me divertir debaixo dos cobertores por um tempo. O que eu queria na hora mesmo era um absorvente, pois estava lá, vazando e ninguém parecia ligar muito pra isso. De repente mamãe aparece com o tal modess. Cara! Aquilo era enorme! Era como brincar de cavalinho! Não dava nem pra andar direito! Foi aí que começou minha rusga.
Dias depois do acontecido, sem esquecer que ganhei flores do papai (o que me deixou bastante envergonhada, pois, afinal, ele era meu pai e não tinha nada que saber disso) e que só faltou minha mãe botar anúncio no jornal depois de comentar com todas as amigas dela (até minha avó veio me cumprimentar!), começou a perseguição. O tal pacote de novas situações. Eu não podia mais andar de pé no chão, porque isso não era bom para as “regras”. O nome já desagrada, né? Eu detesto regras. Nada de educação física na piscina. E correr de absorvente é a coisa mais desconfortável do mundo. Você não sabe se o menino está te olhando para que você passe a bola ou se ele está vendo o tijolão no meio das suas pernas. Foi aí que fiquei sabendo do nosso amigo: o OB. Ele veio para tornar aquela tortura menos torturante. Será?

quinta-feira, maio 11, 2006

Um pouco da minha confusão matinal!


Era mais uma história de um homem e uma mulher, de pessoas que se encontram sem querer, sem planejar, como acontece nos sonhos. Não falo de sonhos de contos de fadas, fantasias que algumas mulheres insistem em cultivar, falo em sonho no sentido mais psicodélico da palavra, inacreditável. Uma história bastante diferente de tudo o que já aconteceu antes, cheia de conversas interessantes, delírios picantes, momentos de carinho.
O que há de errado nisso tudo? Nesse tipo de história ninguém sabe o final, nem o meio, só conhecemos o início...e vem o medo. O medo de me perder no meio do caminho, de perder você ou até o medo de encontrar demais em você aquilo que parecia faltar em mim antes do encontro. Um medo enorme de errar, mas também um medo absurdo de acertar. Medo de errar a medida, de pedir demais, de me entregar demais, de te assustar, de querer fugir. Medo de não saber até onde posso ir, até onde tem espaço na tua vida. Será que estou pedindo demais, esperando demais de você? Se não é possível viver as coisas pela metade, fico aqui juntando todas as partes do meu mundo, todas as coisas que perdi e que ganhei no meio do caminho, tentando montar um quebra-cabeça desses sentimentos que não entendo.

O DILEMA DO PATINHO FEIO

Um pato não sabe que é um pato.
E um ganso não sabe que é um ganso.
Só um ganso no meio dos patos é que sabe o que signifia ser ganso.

O DILEMA DO PATINHO FEIO

Um pato não sabe que é um pato.
E um ganso não sabe que é um ganso.
Só um ganso no meio dos patos é que sabe o que signifia ser ganso.